LIÇÃO 5 OS DISCÍPULOS - PEDRO O PRIMEIRO DOS DOZE

OS DISCÍPULOS PEDRO O PRIMEIRO DOS DOZE Pedro diz vou pescar, Jo 21:3 Esta narrativa ilustra a ineficiência de pescar homens sem a presença do Cristo ressuscitado. A vida do homem desenvolve-se com observação pelo o que vê, e julga até onde é possível, ou seja, contemplar a superfície não sabendo a que estar em baixo dela, já o bom pescador sabe escolher pontos que os olhos de leigos não alcança, quando pensamos que aquele lugar existe muitos peixes, na verdade não há nenhum, mas o bom pescador vê e conhecem os pequenos sinais dos movimentos das águas, do vento, da maré e os melhores lugares. A história de Pedro mostra ser ele um bom pescador, um bom observador, não só de peixe, mas de homens: características que, nas mãos do Senhor, seria mais tarde grandemente intensificada. Pedro era inegavelmente impulsivo. Sempre na frente, sempre ativo, sempre falando: material bastante inflamável! Suas frases o revelam constantemente: “Aparta-te de mim ou para trás de mim Mt 16:23”; “Manda-me ir ter contigo por cima das águas”(Mt 14:28); “Na impetuosidade com a espada no jardim do getsêmani Jo 18:10”; “Lançou-se ao mar Jo 21:7”, “Estava nu Jo 21:7” Escandalizou-se dizendo: “Nunca me lavarás os pés Jo 13:8”, “Reconheceu seu erro “Não só os pés, mas também as mãos e a cabeça Jo 13:9”; “Vou pescar Jo 21:3”. Que o pescador aprenda a dar valor a esta expansão do espírito. Quantos ensinos preciosos que o Senhor Jesus deu, isso devemo-los à impetuosidade de Simão Pedro. Ainda no nosso meio existem tais homens imprudentes e muitas vezes inconvenientes, mas damos graças a Deus por eles, pois que estão prontos a sacrificar uma possível reputação pela santidade e pela sabedoria, e ser “Loucos (Malucos na opinião de alguns) por amor de Cristo”; prontos a perguntar em público e abrir a boca, correndo o risco de serem considerados, por alguns, como ignorantes ou ridículos. ANDRÉ O SEGUNDO DISCÍPULOS Também era pescador e de uma aldeia obscura; André deve sua fama ou reconhecimento exclusivamente ao seu contato com Jesus. E é grande o lugar que ele ocupa no grupo dos doze homens escolhidos por Jesus para estarem com Ele e para que Ele os enviasse a pregar. André teve uma parte importante nos conhecimentos que provocaram as palavras de seu Mestre: (Jo 12:32). Este poder de atrair é o segredo da influencia maravilhosa da pessoa de Jesus, em todos os tempos. Os homens mais diversos em temperamento, posição e capacidade têm sentido esta atração: mulheres e mesmo crianças têm sido transformadas pelo contato espiritual com a personalidade do Filho do homem, o Verbo que “se fez carne (Jo 1:1)”. Observando o processo da operação da vida dos doze homens, dos quais Ele mesmo disse: “já não vos chamo mais de servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor, mas tenho-vos chamado amigo (Jo 15:15)”. Vamos considerar, em primeiro lugar, o homem; depois, podemos observar o seu contato com Cristo, suas causas e suas consequências. André foi um dos primeiros discípulos que foram até Jesus. Foi ele uns dos que primeiro decidiu seguiu a Jesus, depois levou Pedro até a presença de Jesus (Jo 1:40-42). Dali em diante estabeleceu-se uma grande amizade entre ele e Jesus. André é um nome derivado do grego, cuja raiz tem sentido de “varonil”. Vejamos o que podemos colher do seu caráter, depois que conheceu a Jesus. Foi, sobretudo, o amigo social, uma das coisas que mais nos chama atenção é que ele nunca estava sozinho, pois vivia sempre na companhia de outros. Foi um dentre outros discípulos que compreendeu a declaração do Mestre, desde o principio; “Não é bom que o homem esteja só”, não é difícil imaginar André no meio da multidão ajudando aos necessitados, especialmente se estes não achassem quem lhe ajudasse. Ele era um homem dotado de grande capacidade para fazer amizade. Ele esteve com Jesus diante da morte da filha de Jairo; no monte da transfiguração e no jardim de Getsêmani. É de homens com a fidelidade de André que Deus precisa para levar outros homens até a presença de Deus e promover o serviço do seu reino aqui na terra. JOÃO, FILHO DE ZEBEDEU, O TERCEIRO DISCÍPULO João é lembrado, pelo fato de ter reclinado sua cabeça sobre o seio do Senhor Jesus, foi ele que aprendeu os mais profundos segredos da vida. De todos os discípulos João é o que mais penetrou no intimo do conhecimento do Mestre. A ele foi entregue as ultimas visões do Evangelho com todas as verdades sobre a vida eterna. Junto com André, ele foi o segundo discípulo a seguir a Jesus e foram os dois que evangelizaram o seu irmão Tiago. Foi a ele que Jesus entregou os cuidados de sua mãe quando estava nos pés da cruz, é um discípulo que não gosta de aparecer nem mesmo nas suas narrativas “No seu Evangelho; nas Epistolas; e na revelação de Apocalipse”. Mas está sempre mostrando o filho de Deus, o seu amigo. (Jo 1:1-13). Assim começa a narrativa no seu Evangelho, o primeiro exemplo que ele dá disto se acha na visita de um homem ilustre e bastante culto de nome Nicodemos. Ele foi durante a noite visitar Jesus, não por medo de ser visto pelo seu clero (uma ordem religiosa) e sim por temer os olhares da multidão, sempre muito crédula e sugestionada, queria sim ver Jesus sem o efeito hipnótico deles, sem nenhuma interrupção. Há certas palavras que poucos entendem principalmente um grande teólogo da qualidade de Nicodemos, por isso ele foi de noite ver Jesus. Estava em sua mente perguntas e respostas como: como cancelar o passado? Este é o grande problema, todos nós sabemos como viver o presente, ou pelo menos pensamos que sabemos, mas quem sabe apagar um passado mal empregado? As palavras do cabalismo não podem responder. Somente um novo nascimento resolve o problema. Todos os colegas de Nicodemos com raríssima exceções amaram mais as trevas do que a luz. Triste reflexão de um mundo altamente religioso; Já no (capitulo 4:7-42). Não é que a luz quer desmascara o homem de posição social elevada e sim, a luz caindo sobre uma criatura cujo coração está quebrantado, sem remédio, sem esperança. Esta conversa aconteceu à plena luz do dia, o resultado foi a mulher sair evangelizando por toda cidade. Jo 4:29 Uma mulher sofrida que, no meio de sua vida diária, foi surpreendida pela presença amorosa e interessada do Senhor Jesus, Ele, o Deus (presente e criador de todas as coisas), encarnado na forma de pessoa humana, buscou-a onde ela se encontrava, à beira do fundo do poço (literalmente), exercendo sua penosa tarefa de tirar dali a água que, embora necessária para sua sobrevivência, era apenas temporária para lhe saciar á sua sede física. Olhando para o profundo da sua alma, Jesus viu, além da necessidade de tirar à água para saciar á sua sede, observou outra sede nunca saciada dentro do seu coração. Ela havia sido rejeitada por cinco maridos, naquele instante vivia com um homem que não podia conceder-lhe o título de esposa. Por isso ela era menosprezada pelas pessoas (sociedade) com quem convivia devido á sua situação irregular. Diante de um belo diálogo entre Jesus e ela, logo transcendeu a realidade da sua vida ressequida, e foi penetrando a esfera de todos os seus problemas pessoais, ficou encabulada, nervosa, sem saber o que fazer logo Jesus ofereceu-lhe a solução, a Água Viva para saciar a sua interminável sede. Sorvendo em goles ávidos a verdade de que o Deus de quem já ouvira falar amava e viera até ela na pessoa física de Jesus, o seu coração vazio se encheu a ponto de fazê-la sair correndo para contar a maravilhosa noticia a todos quantos quisessem ouvir. Naquele coração ressequido e desolado, a Água Viva do Amor de Deus jorrou para a vida eterna, transformando o vale árido que tinha sido sua vida, em um manancial de bênção. Jesus conhece bem o coração de cada um de nós. Ele veio para libertar-nos de nossas inquietações, de nossas tristezas, de nossas tributações, de nossas angustias, de nossas carências, de nossa sede de amor e significado, dias pôs dias nos oferece a Água Viva do seu Amor. Ele nos buscou, nos lugares, nos quais, nos encontrarmos, atarefados, tentando suprir por nós mesmos (as), as nossas necessidades e as dos outros, enquanto o nosso próprio coração permanecia ressequido e vazio, ele, que nos fez, sabe que plano tem para nós, e são planos de nos dar o bem que tanto desejamos (Jr 29:11), para nos levar ao caminho desse bem pelo qual nosso coração tanto anseia. A mesma Água Viva que mudou a vida daquela mulher junto ao poço é oferecida a todos os corações sedentos. Pois a revelação de Deus em nossas vidas tem um significado maior do que a realidade física que nos cerca. Esta luz atrai e repele: atrai os que desejam aprender, mas repele os que querem continuar com a mesma vida pecaminosa. A maravilhosa pesca aconteceu: Os samaritanos saem da cidade, e confessam: Jo 4:42. A luz chegou aos lugares escuros da terra. Jesus precisou dizer certa vez que havia achado mais fé numa mulher pagã do que entre todos os crentes juntos. TIAGO, IRMÃO DE JOÃO FILHO DE ZEBEDEU O QUARTO DISCÍPULO O discípulo Tiago teve sua parte importante circunstâncias que promoveram o reino de Deus na terra. Lc 9:24-25. Ninguém pode evitar a morte: todas as providências humanas são inúteis. Podemos adiar a hora por cuidados inteligentes; e nem sempre isto se consegue. Houve um negociante em Bagdá que mandou seu criado fazer compras no mercado. Este voltou pouco depois, pálido e tremendo, e disse: Senhor, agora mesmo, no mercado, uma mulher me deu um empurrão e, virando-me, vi que foi a morte que me empurrou. Ela me olhou e me fez um gesto ameaçador. Empresta-me, meu bom senhor, o seu cavalo e fugirei desta cidade para evitar a minha morte tão infeliz. Irei para Samarra e ali a morte não me encontrará. O negociante emprestou-lhe o cavalo, o criado montou-o e, metendo as esporas no animal, foi-se a todo galope. Então o negociante, descendo ao mercado, viu a morte ao lado da multidão e, chegando-se a ela perguntou-lhe: porque a senhora fez um gesto ameaçador ao meu criado hoje pela manhã? Não foi gesto ameaçador, respondeu-lhe, foi apenas um sinal de surpresa. Fiquei admirada de vê-lo em Bagdá, pois eu tinha marcado uma entrevista com ele em Samarra... Para hoje mesmo, à noite. A morte não é uma condição de vida: é a ausência de vida: é a cessão de funções. Mas há uma morte pior do que a do processo físico. Como é possível o homem encontrar a morte ou a vida no meio do caminho, a morte é inevitável, na mocidade ou na velhice, um dia temos de enfrentá-la, é inútil tentar fugir dela.

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