LIÇÃO 2 HOMEM NO SEU ESTADO ORIGINAL

HOMEM NO SEU ESTADO ORIGINAL l) Como Criação de Deus Sejam quais forem os demais pormenores do processo da Criação do Homem, a Bíblia ensina que o Senhor Deus: a) O formou do pó da terra b); Soprou-lhe nas suas narinas um sopro de vida e, c); O Homem passou a ser alma vivente. d); Conforme Sua determinação d) O Criando a Sua Imagem e Semelhança (Gn 2:7). O que vem a ser essa *Imagem* Para os Católicos Romanos a Imagem consiste em certos dons naturais como a espiritualidade da alma, retratando assim uma vontade livre com uma imortalidade que tem que pagar por um erro antes de atingi-la chamado de justiça original ou um retrato de alguém que deixou saudade. Para os Luteranos consiste nas qualidades espirituais que foram outorgadas ao homem quando foi criado, a saber: verdadeiro conhecimento, justiça e santidade. Na Reformada distingui-se entre imagem natural e moral de Deus, sendo que a primeira abrange o ser espiritual, racional, moral e imortal, obscurecido, porém não perdido pelo pecado; a segunda seria a imagem do próprio Deus no sentido mais restrito e consistiria no verdadeiro conhecimento, justiça e santidade. Neste segundo sentido esta imagem foi, no homem, perdida pelo pecado e é restaurado em Cristo que é por natureza a Imagem de Deus como o homem conservou a imagem no sentido mais lato, pode ainda ele ser chamado imagem de Deus. Se, entretanto, isso for achado muito complexo e teórico, limitamos a palavra de Deus que diz que o homem de alguma forma se assemelha tanto físico como em imagem do seu criador. O que eles ensinam é um emaranhado de dogmas; o homem recebeu domínio sobre o mundo sobre o qual vive e pode modificá-lo até o seu próprio ambiente. (Gn 1:28-30). Possui uma natureza moral refletida na sua consciência, sabendo distinguir entre o bem e o mal, entre o amor e o ódio, sabe escolhe o que é real e o que não é rea O homem perdeu a imagem e semelhança de Deus ao pecar e só em Cristo ela é restaurada (Cl 1:14-15; Ef 4:24). Esta é a verdadeira justiça e santidade uma separação do mundo secular por completo. DEUS FEZ UM PACTO COM O HOMEM Deus abençoou o homem que tinha criado, concedendo-lhe: fecundidade, domínio, sustento, Gn 1:28. Mas para isto teria que trabalhar *cultivar e o guardar* o que quer dizer que lhe dava responsabilidade Gn 2:15. *Liberdade e orientação* Gn 2:16-17. O HOMEM NO SEU ESTADO DE PECADO l) O Inicio do Pecado no Mundo Livre para escolher entre a obediência a Deus e a desobediência, o homem, incitado pela a serpente, tomou a decisão errada: desobedeceu. Começou, assim, no mundo, o pecado com todas as suas consequências. A narrativa limitou-se a registrar o fato, nada nos informando da natureza ou da tentação nem de como apareceu o tentador no mundo, onde tudo o que Deus fizera, inclusive a serpente, era até então *muito bom* Gn 1:31. “E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. E foi a tarde e a manhã, o dia sexto”. Há, porém, vislumbres de alguma espécie de rebelião entre os seres angelicais Gn 6:1-8; Jd 6. O Que, porém, apenas nos leva mais um passo atrás, sem nenhuma explicação da origem do mal. As normas reconhecidas da hermenêutica não nos permitem a inclusão aqui de opiniões expedidas sobre Isaias 14:12-15 ou Ezequiel 28, pois essas passagens tratam declaradamente, uma do rei de Babilônia Is 14:4, e a outra do rei de Tiro, não passando de conjuntura a *interpretação* de vê nestas passagens a queda dum arcanjo que na rebelião se tornou o diabo. ll) A Natureza do Pecado O mal, conforme observou Agostinho, é essencialmente negativo: O negativo é deixar de seguir a orientação divina; é um não a obediência diante do aviso que esclarece a vontade de Deus. Desse ponto de vista, o mal não tem origem, no sentido normal do termo. O Positivo é o homem passar a obedecer a Deus seguindo o bem, ou seja, simplesmente tomar a decisão de abandonar o mal *negativo* para ser leal ao seu criador o ponto *Positivo*. Consultando certa vez sobre a origem do mal, um celebre pastor brasileiro respondeu que a esse respeito pouco podia adiantar, mas que, se o consulente estivesse interessado em vencer o pecado em sua vida, poderia ajudá-lo. De acordo com a definição Bíblica em João 3:4. O pecado é indisciplina, insujeição ou insubordinação; é o inconformismo com a vontade conhecida lei de Deus. A transgressão da lei, resultante desse inconformismo é a consequência. É esse o ensino de Mt 5:21-32. Conforme o sentido dos vocábulos gregos, e os hebraicos, mas empregados na Bíblia para representar o pecado, pecar é errar o alvo ou o caminho. O pecado é o não atingir o padrão divino. Constitui também em uma ofensa contra Deus. Com relação a nosso semelhante, é o deixá-lo de amá-lo. É pecador quem deixa de respeitar a personalidade e o direto dos outros. Em relação a nós mesmos, pecado é afetação ou pedantismo e auto- suficiência. É atitude de quem se sente perfeitamente capaz de conduzir sua própria vida e repugna a interferência por parte de quem quer que seja até mesmo de Deus. É o orgulho egocêntrico. lll Os Efeitos do Pecado O pecado contamina todos os aspectos da vida do homem; seu veneno afeta a tudo que ele pensa diz e pratica. l) Há uma culpabilidade diante de Deus. Gn 3:8. O pecado torna o homem culpável diante de Deus Rm 3:19; Tg 2:10. Coloca-o perante Deus, na mesma situação em que se acha o criminoso perante a lei do país. ll) A Perda da Livre Comunhão Com Deus O Pecado faz separação entre o homem e seu Deus Is 59:1-3. lll) A Morte Espiritual De acordo com o prévio que Deus lhe dera Gn 2:17. O homem que vive pecando estar morto espiritualmente Ef 2:1-5. A Morte física seguirá esta morte espiritual, como salário do pecado Rm 5:12-21 e 6:22-23.; Mt 25:41.; 2 Ts 1:9.; Ap 20:11-15 IV O Sofrimento O Livro de Jó torna bem claro que nem todo o sofrimento é resultado do pecado de quem sofre. No sentido geral, porém, o sofrimento é fruto do pecado. Na verdade, um dos aspectos mais terríveis do pecado é o sofrimento em que ele resulta mesmo para pessoas que não participaram daquele pecado. Gn 3:16-19; Rm 8:19-22; Gl 6:7 V) A Escravidão Moral O pecado escraviza o homem: Não se trata de uma simples questão de pensamentos e atos pecaminosos isolados, e sim, de uma força maléfica que toma conta do homem, manietando, o e tornando-o cada vez menos capaz de praticar o bem Rm 7:18-20. VI) Uma Herança Nefasta Herdamos a tendência para o pecado, que começou desde a época de Adão e de todas as gerações intermediarias Rm 5:12-21. Ao longo dos tempos transmitimos à nossa posteridade a mesma peçonha que herdamos, acrescida da nossa parcela de vaidade e materialismo, de desregramento ou devassidão, no caso de nos entregarmos ao mal O ARREPENDIMENTO A Conversão se compreende em dois fatores, um é negativo e o outro positivo, ou seja, arrependimento e a fé. O positivo significa. Ato ou efeito de arrepender-se, compunção, contrição, insatisfação causada por violação de uma lei ou de uma conduta moral, que resulta na livre aceitação do castigo e na disposição de evitar futuras violações. Sentir mágoa ou pesar por faltas ou erros cometidos: mudar de atitude, de procedimento, de parecer, voltar atrás. Perceber de antemão, mudar de mente ou propósito, no Novo Testamento para uma mudança melhor; uma nova vida. Esta palavra (arrependimento) é encontrada nos Evangelhos Sinópticos nove vezes; cinco vezes em Atos e doze vezes em Apocalipse, sendo que oito as igrejas. (é traduzida por lamento pelo pecado. (Mateus 5:4) - Bem aventurados os que choram, porque eles serão consolados; quando Jesus fala na voz passiva “os que choram” com o sentido de voz média, significa que chorar é o mesmo que “Lamentar, arrepender-se ou estar arrependido. O Arrependimento significa, simplesmente, voltar-se de uma direção para o sentido contrário, dar meia volta é o que espiritualmente o homem pecador precisa fazer, a fim de haver a salvação de Deus. Se estiver caminhando com as costas voltadas para Deus, há de parar, volver-se e passar a caminhar em direção a Deus. Nota-se, que o ponto de referencia é o Senhor Deus.

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